quinta-feira, 29 de maio de 2008

Educação Ambiental nas escolas de Limeira



Alunos realizam plantios de mudas


KENDRA L. MARTINS

Para muitas pessoas, a educação ambiental limita-se a trabalhar com assuntos ligados à natureza, como lixo, preservação, paisagens naturais, animais etc. Geralmente, muitos acreditam que apenas as organizações não-governamentais ambientalistas e algumas empresas de maior porte precisam se preocupar com o meio ambiente.

No entanto, a educação ambiental, atualmente, adota uma atitude real na busca de um envolvimento positivo entre o meio ambiente e o homem.

De acordo com o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), a educação ambiental é como um processo de formação e informação orientado para o desenvolvimento da consciência crítica sobre as questões ambientais e de atividades que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental.

A escola é um bom exemplo de aprendizagem, pois é uma das grandes responsáveis pela educação de cada indivíduo e, portanto, de uma parcela da sociedade que tem acesso ao estudo. Uma vez que, na escola, acontece a mediação de informações sobre como colaborar com a preservação do meio ambiente, isso gera um processo pedagógico abrangente entre funcionários, pais e, principalmente, alunos.

Segundo a professora e coordenadora da área de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Limeira, Dynorá Cappi Redondano, a Política Nacional de Educação Ambiental, Lei nº 9795 de 27 de abril de 1999, estabeleceu a educação ambiental como um componente essencial e permanente, devendo estar presente em todos os níveis de ensino, articulada a outras disciplinas.

Em Limeira, a Educação Ambiental já vem sendo desenvolvida desde 1997, através da Secretaria do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Bioatividades, sob a orientação do biólogo Rogério Mesquita.

“A Educação Ambiental é fundamental na formação das crianças, pois desenvolve a conscientização frente aos problemas ambientais do município e vai além da escola, relacionando-se ao país e ao mundo. Assim, coloca o indivíduo como parte integrante de uma ação histórica e suas conseqüências e resgata valores morais, como o respeito ao outro e à natureza, a solidariedade, a responsabilidade, tão importantes para a formação da cidadania”, afirma a professora.

A Secretaria do Meio Ambiente têm desenvolvido vários trabalhos com relação à Educação Ambiental, como:

- Capacitação de coordenadores pedagógicos e professores das escolas, através de cursos, palestras e visitas técnicas.

- Programas de educação ambiental junto ao Consórcio Intermunicipal das bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, como: “Semana da água”.

- Sensibilização para a incorporação da coleta seletiva na rotina diária, nas escolas, nas indústrias e em residências, com o intuito de colocar a matéria-prima de volta para o ciclo útil e, desse modo, aumentar a vida do aterro sanitário.

- Orientação para a melhoria da organização da cooperativa municipal de reciclagem.

- Campanhas em favor dos 5Rs: reciclagem, redução, reutilização do lixo, reflexão e recusa da utilização de materiais que produzam mais lixo.

- Produção de materiais informativos e didáticos, como folhetos, folders e livros, que são distribuídos nas escolas e para a população em geral.

- Conscientização da população sobre a utilização dos eco-pontos para descarte de resíduos da construção civil.

- Ações coletivas de plantio de mudas para reflorestamento, com a participação de escolas, comunidades, associações de bairro, Ongs etc.

- Parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente no desenvolvimento de projetos, como Mutirão Verde, Mutirão azul etc.

- Participação e acompanhamento das ações do MÊS (Município Educador Sustentável).

- Alinhamento de projetos municipais com a Política Nacional de Meio Ambiente – Ministério do Meio Ambiente.

- Acompanhamento de projetos desenvolvidos nas escolas. Atualmente existem vários projetos que serão iniciados, por exemplo: Recuperação da área em frente à EMEIEF Benedicta de Toledo, Sucatoteca na EMEIEF Mário de Souza Queiroz, Coleta Seletiva na EMEIEF M. Ap. Julianelli, EMEIEF Cassiana Soares Lenci, EMEIEF Maria Thereza S. B. Camargo, Reutilização de materiais nas escolas EMEIEF Creso Coimbra e CI Dinah Bertolini, conscientização sobre o uso da água, entre outras.

Escolas de Limeira incentivam a Educação Ambiental

A coordenadora pedagógica do Centro Educacional Sesi 408, Silvania Aparecida de Andrade Fiori, explica que, além da conscientização para a não poluição de rios, lagos e lençóis freáticos, os professores mostram aos alunos que algo aparentemente sem função pode se transformar em um produto útil, evitando, assim, o desperdício. No caso, a escola trabalha em parceria com a empresa “Pronto óleo”, que produz massa para vidro.

Os alunos do ensino médio, com o apoio de professores, coordenação e demais funcionários, são responsáveis pela divulgação da campanha e arrecadação do óleo de cozinha usado, através de gincana mensal entre as classes.

“Conscientizar os alunos de que as expressões ‘aquecimento global’ e ‘desperdício’ não são apenas modismos e, depois, fazê-los compreender que eles também devem ser agentes no cuidado com o meio ambiente a fim de preservá-lo para as gerações futuras”, conclui Silvania.

Já o Colégio Jandyra Antunes Rosa, desde setembro de 1998, implementou o Projeto Plantar nas suas atividades pedagógicas sob a coordenação do diretor da escola, José Geraldo Pena de Andrade. Todo ano, próximo ao Dia da Árvore, em 21 de setembro, é feito o “Passeio da Primavera”. Os pais, alunos e educadores saem, às 9 horas, em direção ao espaço do plantio e voltam em torno das treze horas.

Em 2000, o Projeto Plantar foi premiado no concurso Fachadas e Jardins, na categoria especial. O evento homenageia quem desenvolve algum trabalho para a melhoria da visibilidade da cidade de Limeira ao longo do ano.

A escola Mário Covas também desenvolveu o projeto “Belo Belinha” – voltado às crianças carentes, pois o bairro Belinha Ometo conta com muitos moradores de baixa renda. Os alunos aprendem a plantar e cuidar da sua pequena “mudinha”. Coordenado por Jaime Franco de Oliveira Junior, o projeto assume um papel importante na educação das crianças e faz com que cada uma tenha a obrigação de iniciar uma grande batalha em prol do crescimento da educação ambiental.

Pilhas usadas viram pigmento para pisos

Estudantes formados em Técnico em Química fazem projeto inovador.

ALEX CONTIN

Muita gente não sabe o que fazer com pilhas usadas. Empresas orientam não jogá-las no lixo comum, pois elementos de sua composição são tóxicos e podem contaminar a natureza quando o aterro comum não tem uma estrutura adequada.

Recém-formados no curso de Técnico em Química, três ex-alunos da Escola Técnica Estadual "Trajano Camargo" encontraram uma possível solução para este problema. A pasta eletrolítica, principal componente responsável pela energia das pilhas, agora pode ser reutilizada na produção de pigmentos para pisos de cerâmica.

O projeto de Deborah Asbahr, Camilla Bruzadelli e Alan de Andrade, por conta de sua característica inovadora, representará o Brasil na "Intel Isef" (na sigla inglesa, Feira Internacional de Ciência e Engenharia) nos Estados Unidos, de 11 a 18 de maio.

Denominado Reciclo, o projeto conquistou o primeiro lugar na categoria "Ciências Exatas e da Terra" na 6ª Feira Brasileira de Ciência e Engenharia, Criatividade e Inovação (Febrace). O evento ocorreu na Escola Politécnica da USP, em São Paulo.

O projeto foi apresentado como trabalho de conclusão do curso de Técnico em Química. Ele propõe uma utilidade para pilhas usadas, que geralmente são descartadas com o lixo comum e enviadas aos aterros sanitários especializados, usinas de compostagem ou incineradoras. A coleta dessas pilhas, porém, é debilitada e, se jogada no lixo comum, o destino será os aterros comuns.

O principal componente poluidor da pilha - a pasta eletrolítica - é feita de metais pesados - como manganês, zinco e ferro - que poluem o ambiente. Os alunos propuseram o reaproveitamento da pasta, purificando-a e produzindo um pigmento salmão usado na produção de vitro-cerâmicas.


O problema

Enquanto as baterias de celulares são compradas somente na rede autorizada, as pilhas podem ser compradas tanto de camelôs quanto de grandes redes de lojas.

Com inúmeras finalidades, muitas pessoas simplesmente jogam no lixo, queimam, lançam em rios ou em terrenos baldios. Ela é considerada um lixo químico doméstico altamente perigoso.

As pilhas e baterias são hoje um grave problema ambiental. No Brasil, são produzidas, anualmente, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), cerca de 800 milhões de pilhas, entre as chamadas secas (zinco-carbono) e alcalinas.

Uma pilha comum contém, geralmente, três metais pesados: zinco, chumbo e manganês, além de substâncias perigosas, como o cádmio, o cloreto de amônia e o negro de acetileno. A pilha de tipo alcalina contém também o mercúrio, altamente tóxica.

O crescimento da população e o aquecimento global

JULIANA DELLA COLETTA

O aquecimento global, mesmo com o destaque da mídia, não é uma questão nova. Estudos revelam que, desde a formação do planeta Terra, o clima passou por várias mudanças. No entanto, o processo de aquecimento se intensificou nos últimos anos.

Pesquisas revelam que, desde 1995, as temperaturas tiveram suas maiores altas, das 12 temperaturas mais quentes registradas a partir de 1850, 11 ocorreram de 1995 para cá.

O crescimento populacional acelerado contribui muito para o aquecimento do planeta. Em 1802, a população atingiu o primeiro bilhão de habitantes e foi preciso mais 125 anos para atingir o segundo bilhão. Em 1961, o número de habitantes era de três bilhões, o que deu início a um crescimento desenfreado.

O economista e ecologista Hugo Penteado faz um alerta: “estamos ultrapassando o limite do nosso planeta. Em um ano, as indústrias produziram mais do que em cem anos”.

Com o aumento da população e o crescimento industrial, aumentaram também os gases emitidos no planeta. Outro fator agravante é a grande produção de lixo, materiais recicláveis estão sendo desperdiçados e ocupando os aterros sanitários.

Em Limeira, os catadores de recicláveis se uniram em uma cooperativa, com 17 catadores cadastrados, a cooperativa retira das ruas 24 toneladas por mês de recicláveis que iriam para o aterro sanitário.

A coordenadora da Coopereli, Cacilda de Oliveira, 42, faz coleta de recicláveis há cinco anos. “Além de ser uma fonte de renda, eu valorizo a reciclagem, tenho consciência que o meio ambiente precisa de ajuda”, afirma.

Gislaine da Silva, 35, diz que acordar cedo para recolher das ruas os materiais recicláveis é mais que um trabalho. “Gosto de me sentir útil, muitos não reconhecem, mais faço um bem para todos”.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Limeira, o trabalho da cooperativa está sendo essencial para a cidade. O segundo aterro sanitário está chegando à sua capacidade máxima.

O prefeito da cidade está investindo na reciclagem. Ele implantou os eco-pontos, lugares onde os moradores depositam entulhos. Dois cooperados passam nesses pontos e separam todos os materiais recicláveis, que são recolhidos pelo caminhão da prefeitura. Essa medida ajuda a cidade em dois pontos, na reciclagem e na manutenção dos terrenos baldios.

O ecologista Hugo Penteado afirma que o problema ambiental não é causa e sim conseqüências das nossas visões e atitudes. “Temos que mudar para o nosso bem”, afirma.

Segundo Penteado, a solução é buscar o equilíbrio entre os seres vivos e o ecossistema. “Falta interesse e conscientização da maioria das pessoas, temos que nos interessar por produtos ecologicamente corretos e valorizar mais a reciclagem”.

Engenharia Ambiental, a profissão do futuro e do presente, mais do que nunca


Brasil: mercado de trabalho tende a se abrir cada vez mais.

ANA MARIA BACOCINA

O engenheiro ambiental e coordenador do curso de engenharia ambiental do Isca, Dirceu Brasil Vieira, conta que a primeira turma do curso tinha apenas quinze alunos, devido ao pouco conhecimento dos moradores de Limeira e região a respeito da profissão e de suas áreas de trabalho, mas, atualmente, o curso conta com 85 estudantes matriculados no primeiro semestre.

Brasil explica o porquê do aumento na procura por este curso e sua importância em tempos em que preservar o meio ambiente é essencial à vida humana:

“Mais do que nunca, hoje, a questão ambiental está em voga. A mídia tem batido muito em questões como o desmatamento da Amazônia e o efeito estufa. É fundamental a importância da formação de um número cada vez maior de engenheiros ambientais, nesses tempos onde há uma grande quantidade de automóveis rodando, tanto em São Paulo quanto nas outras grandes capitais brasileiras e, conseqüentemente, um aumento da poluição, não só do ar, mas também da água e do solo”.

A função do engenheiro ambiental é resolver problemas concretos de prevenção e correção das agressões causadas pela tecnologia aplicada por indústrias e grandes empresas.

Dessa forma, o profissional formado no curso de Engenharia Ambiental pode atuar na iniciativa pública ou privada, em áreas como elaboração de laudos, projetos ambientais, fiscalização das empresas com relação à licença ambiental para atuar, exigência do selo de qualidade ISO 14.000, entre outras.

O engenheiro ambiental deve buscar olhar com visão e responsabilidade, procurando desenvolver a capacidade de avaliar a duração, o impacto e as possibilidades de reversão de modificações, tanto benéficas quanto prejudiciais, causadas por ações dos homens no meio ambiente.

Jetro Macedo Silva, 18, estudante do primeiro semestre do curso de engenharia ambiental do Isca, conta que seu interesse pelo curso surgiu ao ler uma reportagem sobre aquecimento global na revista Wec, especializada em desenvolvimento empresarial.

“A reportagem falava que até no ano 2014 a produção de cana seria vinte vezes maior do que é hoje e seriam construídas em torno de setenta e oito indústrias de álcool e açúcar até 2020. Como eu já gostava de engenharia, pensei em unir essa parte de meio ambiente com o que eu já pensava em cursar, já que a reportagem também mostrava a Engenharia Ambiental como uma área em crescimento e onde há poucos profissionais atuando”.

O curso de engenharia ambiental do Isca Faculdades desenvolve alguns projetos junto à população de Limeira, conta Dirceu Brasil. O principal deles está sendo realizado neste ano e consiste na parametrização do uso da água de irrigação da Bacia do Ribeirão do Pinhal. Sua intenção é conscientizar a população para a preservação deste ribeirão, através da racionalização da água, já que a Bacia do Ribeirão do Pinhal é responsável pelo abastecimento da maior parte da cidade.

Além da participação dos professores e alunos da faculdade, o projeto conta com o apoio e participação da prefeitura de Limeira, que investirá o valor de R$159.307 em sua concretização, sendo que R$100.000 virá de uma verba disponibilizada pelo comitê de cobrança de água da cidade.

Outra parceria do Isca Faculdades com a prefeitura municipal se dá no levantamento arborístico, que visa contar e mapear todas as árvores existentes em Limeira. Este projeto tem o apoio da Elektro, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica da região, e conta com a participação de dez estagiários do curso de Engenharia Ambiental da faculdade.

O coordenador do curso fala ainda sobre o IV Congrema (Congresso do Meio Ambiente) e o Congrema Júnior, que têm início no mês de setembro e este ano possuem o tema “Planeta Terra – há solução”.

O Congrema acontece no Isca, possui palestras e discussões sobre temas relacionados ao meio ambiente e participam dele os alunos e professores dos cursos de Química, Engenharia Ambiental e Economia. Já o Congrema Júnior conta com oficinas e apresentações de trabalhos também da área ambiental.

Jetro Silva conta que está satisfeito com o curso: “Por enquanto está sendo da forma que eu imaginava, estou conseguindo aprender, além das matérias básicas na grade curricular de todo curso de Engenharia, algumas específicas do curso de Engenharia Ambiental, como Química, Biologia, Direito Ambiental e Legislação, Recursos Hídricos, Saneamento, Topografia e Modelos Ambientais, Introdução à Engenharia Ambiental, entre outras. Os projetos realizados também são importantes para que os alunos possam visualizar na prática o que faz o engenheiro ambiental”.

O curso de Engenharia Ambiental do Isca é vespertino e sua conclusão se dá no total de cinco anos, com uma formação profissional de 1368 horas, sendo que 1008 dessas horas são de formação específica.

“É época ambiental. Na televisão e nos jornais, atualmente, se fala muito sobre o efeito estufa e o aquecimento global. Por isso, o mercado de trabalho para os profissionais que tiverem interesse e se empenharem nessa área só tende a se abrir cada vez mais”, afirma Brasil.

São Pedro em prol do meio ambiente

Cidade adota medidas visando maior conscientização ambiental.

ANDREI D. MYCZKOWSKI

A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de São Pedro (SP) iniciou mais um importante trabalho de reflorestamento, desta vez em áreas urbanas da cidade.

Cerca de 3 mil mudas de várias espécies estão sendo plantadas em alguns bairros do município.

Segundo informações do secretário de Meio Ambiente, Marcelo de Camargo Covizzi, as mudas são específicas para a área urbana, pois suas raízes não estragam as calçadas e sua altura não atrapalha a fiação elétrica.

Covizzi também informou que as mudas são o resultado de um trabalho iniciado no ano passado com o cultivo de sementes e a formação das mudas no viveiro municipal.

“Essas mudas foram feitas no nosso viveiro por funcionários da própria Secretaria, o que por si só já dá uma maior garantia de qualidade”, afirma o secretário.

Para ele, é importante que a população fiscalize e ajude a cuidar das mudas, pois algumas árvores não vingam, em sua maioria, por ação de vândalos e de crianças que, por brincadeira, quebram os seus novos galhos.

A prefeitura de São Pedro, através da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente (Saama), também começa a campanha para o recolhimento e a reciclagem do óleo de cozinha utilizado pela população e pelo comércio da cidade.

A iniciativa é a mais nova ação da prefeitura para melhorar a qualidade de vida da população e os cuidados com o meio ambiente.

Segundo o prefeito, Eduardo Modesto, a campanha de recolhimento do óleo de cozinha foi efetivada com a adesão de vários comerciantes da cidade e, agora, começa a percorrer as escolas estaduais e municipais de São Pedro, com a distribuição de panfletos explicativos para conscientizar os alunos e suas famílias da necessidade de reciclagem deste material.

O óleo de cozinha deve ser armazenado em garrafas pet de refrigerantes e entregues nas escolas ou no Ecoponto na Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, localizada na Avenida Paschoal Antonelli.

A expectativa da Secretaria é recolher uma média de mil litros de óleo por mês, que serão encaminhados a uma empresa especializada na produção de biodiesel.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente já desenvolve, com sucesso, o recolhimento de pneus velhos, que também são entregues na sede da Secretaria.

Até agora, a prefeitura já conseguiu arrecadar uma média de cinco mil pneus, que, em sua maioria, estavam armazenados em borracharias da cidade e região e que, agora, serão enviados a uma empresa de São Paulo. Em breve, a prefeitura também inicia o trabalho com o recolhimento de lâmpadas fluorescentes.

O óleo de cozinha pode contaminar o solo e os lençóis freáticos. Ele chega aos rios e às represas da cidade e fica acumulado na superfície da água, causando danos à natureza ao impedir a entrada da luz que alimenta os fitoplânctons - organismos essenciais para a vida aquática.

Durante o processo de decomposição, o óleo de cozinha emite metano, um dos principais gases que causam o efeito estufa em nosso planeta e que contribui para o aquecimento da Terra.

Um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, o que equivale ao consumo médio de uma pessoa em 14 anos.

Uma árvore para cada 3 habitantes em Limeira

MÁRCIA LUCATO

Limeira tem cerca de 80 mil árvores na zona urbana, o equivalente a uma árvore para cada três habitantes. Conforme Dados da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, esse índice mantém Limeira como uma cidade bem arborizada, “sendo considerada ainda como uma das mais verdes do Estado”.

Segundo o secretário da pasta, André Pelegrini, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda 12 metros quadrados por habitante.
Entre a variedade de espécies espalhadas pela cidade estão: murta, bauínia, sibipiruna, paus-ferro, resedá, quaresmeira, melaleuca e ipê de jardim.

Entre os locais mais arborizados na cidade estão: Horto Florestal, Zoológico, Praça Toledo Barros, Praça do Museu, Avenida Saudades (uma das únicas avenidas que suporta árvores de grande porte), Hípica Municipal, sede da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, Parque Ecológico, que fica entre os bairros Cecap e Parque Nações, proximidades do Portal das Rosas e do Jardim Graminha.

Existem locais, como nas imediações do Jardim Montezuma, que é descampado, mas, mesmo assim, é considerado área verde. É uma área verde em degradação, mas, por incrível que pareça, mato também é considerado área verde.

Em relação ao meio ambiente, locais com mato são importantes por causa da possibilidade de infiltração de água, que colaboram para o abastecimento do lençol freático, mas não existe o processo de fotossíntese.

Na opinião do secretário, as áreas verdes que não compõem flora rica precisam ser recompostas para que Limeira possa realmente ser considerada uma cidade exemplar de arborização.

“Mesmo assim, 80 mil árvores é um número muito bom”. O secretário adiantou que, em menos de 60 dias, será concluído um novo estudo sobre a quantidade exata de árvores em Limeira.

População

Um grande problema que o secretário tem observado é que a população ‘adora ver’ árvores grandes, principalmente as que fazem bastante sombra, mas, conviver com elas, são poucos os que gostam.

“O ideal mesmo seria que todos se conscientizassem que árvores geram alguns problemas, mas que são muito pequenos perto dos benefícios que proporcionam”.

O telefone 156 da Prefeitura é uma prova. Algumas vezes, o secretário passa pelo setor para verificar as reclamações correspondentes à sua secretaria e as principais são: raiz de árvore quebrando calçada, rachando muro e entrando em casa.

Mas, após a vistoria do engenheiro do Departamento de Áreas Verdes, o laudo: árvore em bom estado de conservação.

Mesmo assim, algumas vezes, outros técnicos voltam para o local e é constatado certo exagero. “As pessoas simplesmente querem que a árvore seja cortada, às vezes, por sujarem a frente das casas. Podem ter certeza que, quando for realmente necessário, a árvore será retirada, mas dentro dos critérios”.

Segundo Pelegrini, sabe-se que existem pessoas que retiram a árvore e depois se arrependem. Outras matam a planta com veneno ou outras técnicas. “Essas pessoas só não têm noção que esse é também um crime ambiental e, quem for flagrado, está sujeito às sanções da lei”.

Um outro problema é quando o morador planta uma muda sem orientação que, depois que cresce, causa problemas desagradáveis.

“Depois começam a ligar para a Prefeitura dar um jeito”. Contudo, Pelegrini coloca a Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente para qualquer dúvida e, sobretudo, orientações. O Departamento de Áreas Verdes também dispõe de viveiros de mudas.
Mais informações pelo telefone 3451-7309.

Aumento de veículos em Limeira pode afetar meio ambiente

Em um ano, Limeira tem 15,5 mil veículos a mais nas ruas.

DENIS MARTINS

Com a melhora na economia nacional, o fluxo de veículos aumenta cada vez mais nas cidades que acompanham este desenvolvimento.

Longos prazos para pagamentos, facilidades de compra e, principalmente, a necessidade de chegar ao destino com mais rapidez estimulam o aumento no número de veículos automotores no país.

Em Limeira, este aumento aconteceu de forma extraordinária. Dados informados pela secretaria de trânsito mostram que no ano de 1997 havia cerca de 80 mil veículos. Em janeiro de 2007, dez anos depois, este número aumentou para 146.621 unidades.

A mesma pesquisa apontou que, em janeiro de 2008, o número de veículos atingiu a incrível marca de 161.119 unidades, ou seja, um veículo para cada 1,7 habitante.

Este aumento tem causado problemas não só para a estrutura física da cidade, mas, principalmente, para o meio ambiente.

O professor e coordenador do curso de Engenharia Ambiental do Isca Faculdades, Dirceu Brasil Vieira, aponta alguns males que este aumento pode causar ao meio ambiente.

De acordo com Vieira, a atmosfera é constituída por milhares de compostos naturais, ou seja, sem alteração, como por exemplo, o oxigênio. A poluição causada, principalmente, pela liberação de gases poluentes encontrados na fumaça de veículos altera estes compostos naturais e criam, por exemplo, os artificiais monóxido de carbono, enxofre e outros.

Um dos problemas que estas alterações na atmosfera podem causar é a chuva ácida. Constituída de ácido sulfúrico, ao caírem na superfície, alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.

Outro grande problema que pode ocorrer devido à poluição da fumaça dos veículos é quando acontece a inversão térmica. Para entender o fenômeno, é preciso ter em mente o seguinte: o ar quente, menos denso e mais leve, tende a subir e o ar frio, mais denso e pesado, tende a descer.

Quando ocorre a inversão térmica, os poluentes, que normalmente iriam se dispersar acompanhando o ar quente liberado na terra, ficam presos. Assim, a temperatura cai e os poluentes, que normalmente são "levados" pelo ar quente, acabam retidos na camada mais baixa da atmosfera.

Estes são apenas alguns dos problemas que a poluição dos automóveis causa. Há também as conseqüências indiretas, como descartes incorretos de pneus e peças mecânicas, aumento na produção de petróleo e outros.

Em Limeira, a empresa Mastra, que fabrica escapamentos automotivos, realizou, no ano passado, palestras e concursos que alertavam para as causas do aquecimento global, da poluição atmosférica, do efeito estufa, as conseqüências que estes acontecimentos podem causar ao planeta e o que cada um pode fazer para mudar essa realidade.

Foram realizadas cerca de 150 palestras, com mais de 12 mil alunos, de todas as idades, atendidos gratuitamente. O diretor e presidente da empresa, Everaldo Sajioro Jr., diz que estas ações despertam sempre a consciência da comunidade e o respeito à saúde e ao meio ambiente.

A melhor forma de se tentar amenizar este aumento é estimular as pessoas sobre o uso de outros meios de transportes como bicicletas, ônibus circulares ou até mesmo andar a pé.